Uma Justa Lembrança no Dia Internacional da Mulher

Esta é minha moção de admiração, carinho e gratidão a Deus por cada mulher que este artigo alcançará o coração.

Você já entregou sua vida ao Senhor?

A leitura do Salmo 22 atinge um clímax na declaração de Davi.

Capas para Facebook - 2ª Parte

Frases selecionadas.

Habemus Papam e/ou Habemus Christum?

Uma mera reflexão sobre a declaração "temos Papa".

A Intimidade com Deus

Deve-se pensar em uma intimidade genuína, espiritual, sim, todavia, centrada na Palavra de Deus.

31/08/2010

O PAPEL DO DEPUTADO ESTADUAL

A Bíblia é em específica ao revelar a responsabilidade do povo de Deus frente aos seus governantes (Rm 13.1-4; I Pe 2.13-14; Pv 8.15-16; Sl 82.3-4; II Sm 23.3; Lc 3.14; Mt 8.9-10; Rm 13.4.; Hb 5.4; II Cr 26.18; Mt 16.19; I Co 4.1-2; Jo 15.36; At 5.29; Ef 4.11-12; Is 49.23; Sl 105.15; I Tm 2.1-3; II Pe 2.17; Mt 22.21; Rm 13.2-7, Rm 13.5; Tt 3.1; At 25.10-11; II Tm 2.24).
 
Em 2010 as eleições acontecerão no dia 3 de outubro. Serão eleitos um novo presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Como sabemos, caso nenhum dos candidatos aos cargos de presidente e governador atinjam mais de 50% dos votos válidos, um segundo turno será realizado no dia 31 de outubro, dia em que relembramos a Reforma Protestante. Hoje, verificaremos o papel do DEPUTADO ESTADUAL.

1. QUEM É O DEPUTADO ESTADUAL? Deputado estadual, de acordo com a Constituição brasileira de 1988, é o representante popular estadual, eleito pelo sistema proporcional, no qual se leva em conta a votação da legenda (partido político ou coligação de partidos), para a definição do número de candidatos eleitos pela mesma, e a votação obtida pelo candidato, para determinar-se quais candidatos de cada legenda ocuparão as vagas pela mesma conquistadas. Deputado Estadual é o nome dado ao agente político, enquanto o órgão correspondente é a Assembléia Legislativa Estadual, órgão superior do Poder Legislativo de cada Estado.

2. QUAIS AS COMPETÊNCIAS DO DEPUTADO ESTADUAL? Compete aos deputados estaduais a função de legislar, no campo das competências legislativas do Estado, definidas pela Constituição Federal, inclusive podendo propor, emendar, alterar, revogar e derrogar lei estaduais, tanto ordinárias como complementares, elaborar e emendar a Constituição estadual, julgar anualmente as contas prestadas pelo Governador do Estado, criar Comissões Parlamentares de Inquérito, além de outras competências estabelecidas na Constituição Federal e na Constituição Estadual. O código eleitoral brasileiro permite aos deputados estadualis mudarem de partido no decorrer de seu mandato público.

3. QUAIS SÃO ALGUMAS EXIGÊNCIAS PARA SER DEPUTADO ESTA-DUAL? Além da nacionalidade brasileira, deverá ter o pleno exercício dos direitos políticos, bem como o alistamento eleitoral, o domicílio eleitoral na circunscrição, a filiação partidária e a idade mínima de 21 anos. São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos para este cargo.

O mandato do deputado estadual é de quatro anos, podendo o candidato concorrer a sucessivas reeleições. Por isso, pense bem na hora de votar.

Rev. Ângelo Vieira da Silva


20/08/2010

A IGREJA E A COMPRA DE VOTOS

A palavra corrupção (e derivados) revela-se mais de trinta vezes na Bíblia. Ela traz consigo o conceito vetero-testamentário de depravação e apodrecimento aplicados às várias esferas da vida, como impureza sexual e religiosa. No Novo Testamento a corrupção (gr. phthora) também é aplicada num sentido ético descrevendo decadência moral. Lembra-se de Deuteronômio 9.12? Eis um exemplo de decadência moral: “E o Senhor me disse: Levanta-te, desce depressa daqui, porque o teu povo, que tiraste do Egito, já se corrompeu; cedo se desviou do caminho que lhe ordenei; imagem fundida para si fez”. Não se deixe corromper!

A verdade absoluta é que a política está maculada pelos constantes alardes de corrupção que se ouvem dos quatro cantos do país. Nós, como Igreja, precisamos tomar muito cuidado para não nos corrompermos neste período político. Não podemos permitir que algumas práticas pecaminosas sejam aceitas. Uma delas, certamente, é a compra de votos. Você sabe o que quer dizer isto?

A compra de votos é o ato do candidato que propõe ao eleitor um bem ou vantagem em troca do voto. De acordo com a Lei, é proibido a qualquer candidato, "doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor, com a finalidade de obter-lhe o voto, bens ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública".

Se nossa lei secular já prescreve crime na compra de votos, imagine a Palavra de Deus. Sim, é verdade que a Bíblia não fala de compra de votos, mas fala de princípios que devem ser observados. Lembre-se de textos como I Co 15.33, Ef 5.6 e Jó 20.18b. A barganha sutil e vã da compra de votos não é agradável aos olhos de Deus. Portanto, cuidado! Faça-se a seguinte pergunta: como os candidatos geralmente compram os votos? “Puramente”, dentre as práticas mais comuns, podemos citar:

Compra de votos diretamente com dinheiro
Promessa de emprego
Distribuição de lotes e materiais de construção como cimento e tijolos
Doação de cestas básicas
Consultas médicas, exames de laboratórios gratuitos
Atendimento hospitalar e doação de remédios necessários
Distribuição de dentaduras, óculos, muletas
Ligaduras, cirurgias
Auxílio para obtenção de documentos
Tíquetes de leite
Uniformes e materiais para jogos e times
Cadeiras de rodas
Passagens e transportes, viagens e passeios
Financiamento de som para festas
Caixões de defunto, transporte para enterros
Remoções grátis em ambulâncias

Atenção! Qualquer um dos exemplos citados constitui-se em uma tentativa de compra de voto. Por isso deve ser denunciado, mesmo que o candidato alegue que não teve a intenção de comprar o seu voto. Em ano eleitoral, a intenção é muito clara, ou seja, obter o voto. Contudo, caro (a) irmão (a), não confunda ajuda com compra de votos. Se alguém desejar comprar seu voto, você saberá... Não se corrompa! Valorize seu direito adquirido de votar! Nossa Pátria é democrática. Graças a Deus!

Rev. Ângelo Vieira da Silva

13/08/2010

REFLEXÕES NO DIÁRIO DE SIMONTON

Ë interessante notar o fato de que na época do século XIX, a prática de se fazer diários, com anotações de acontecimentos do dia-a-dia, estava muito difundida no hemisfério norte. Estes documentos são de grande valia para uma reconstrução histórica. Só que os mesmos são textos intensamente pessoais, e não formam escritos para serem publicados, sendo, assim, marcados com uma franqueza que não se vê em outros escritos.

Em se tratando do diário (duas edições na língua portuguesa) escrito por Simonton (primeiro missionário presbiteriano no Brasil), percebemos que o mesmo foi escrito com uma linguagem elevada e respeitosa, o que não é muito comum neste tipo de obra. Ele cobre um período de quatorze anos da vida do autor, que começou a escrevê-lo quando tinha dezenove anos de idade, até praticamente o penúltimo ano de sua vida. Como descreve o Dr. Alderi (historiador da IPB), Simonton “registrou observações perspicazes sobre uma variedade de assuntos, desde suas próprias lutas interiores nas áreas vocacional e sentimental, até suas reflexões sobre temas candentes da época, como a escravidão, os problemas políticos e as tensões entre o norte e o sul do país”. Sei que muitos ainda não tiveram o privilégio de ler este diário, mas gostaria de compartilhar algumas observações pessoais:
1. Simonton encerra o diário fazendo um retrospecto de sua vida com um resultado: sua condenação. Ele entendeu que realizou seu trabalho da melhor maneira possível, mas pergunta: “Mas, será que progredi na direção do céu”? Talvez esta seja a grande questão que precisamos fazer como igreja, diante da obra para qual fomos chamados. Estamos preocupados com o que Deus tem achado de nosso labor? Ou fazemos para os homens?
2. Simonton se compara ao publicano e clama: “Deus, tem misericórdia de mim, pecador”. Certamente esta precisa ser a nossa oração. Assim como Simonton dependeu de Deus também o precisamos. Sem O Senhor nada podemos fazer.
3. Simonton fala de algo muito comum em nossos dias: o ativismo. Mostra seus perigos: “A própria pressão e atividade da vida exterior têm empanado minha comunhão com aquele para quem esses mesmos serviços são feitos. Quantas vezes minhas devoções são formais e apressadas ou perturbadas por pensamentos de planos para o dia!” O que tem tomado conta de nossas vidas: o ativismo ou a devoção? O que será que ocupará nossos ministérios na igreja?
4. Simonton mostra que pecados o atormentam: “Pecados muitas vezes confessados e lamentados tem mantido seu poder sobre mim”. Será que não vivemos algo semelhante? Busquemos a força em Deus assim como Simonton.
5. Simonton tem um pedido genuíno: “Quem me dera um batismo de fogo que consumisse minhas escórias, quem me dera um coração totalmente de Cristo”. Desejemos ardentemente sermos revestidos com o poder do alto para a realização desta grande obra assim como Simonton.

Rev. Ângelo Vieira da Silva

04/08/2010

BÊNÇÃO FINANCEIRA AGORA SÓ POR R$610,00!


Não sei o que é mais estarrecedor: ver o Pr. Silas Malafaia e Morris Cerullo na TV comercializando a chamada unção de prosperidade financeira novamente mais barata e ao custo de R$ 610,00 ou cristãos maduros serem enganados pela referida proposta desejos em prosperarem? É mesmíssima história de que Deus distribuirá as riquezas mundiais entre os crentes, mas só entre os que tiverem fé suficiente para ofertar “voluntariamente” R$ 610,00. Em outras palavras, o deus deles teria prorrogado a “unção financeira”, e com um bom desconto para liquidar o estoque. Aceita-se depósitos em conta-corrente, pagamento por boleto bancário e, pelo site Vitória em Cristo, pagamento por cartão em até 6 vezes sem juros.


No ano passado (MUITOS JÁ ESQUECERAM) o programa pelos 900 reais teve horas de duração totalmente focadas no comércio desta suposta unção financeira. Esta fórmula de se fazer dinheiro parece mesmo funcionar, pois o programa foi reprisado várias vezes. Uma versão "evangélica" do famoso “ligue já”! Cerullo apelou para numerologia para propor a oferta de R$900,00, dizendo que estamos em 2009, e que 9 representa plenitude, de modo que os que ofertassem 900 receberiam, ainda este ano, uma prosperidade plena, algo jamais visto, o cumprimento de todas as promessas de Deus para as suas vidas. Uma oferta realmente tentadora para justificar um investimento alto! Mesmo assim, não ficou claro porque ele induz o telespectador a contribuir com 900 e não com apenas 9 Reais, visto não estarmos no ano de 2900, mas, sim, em 2009! Marqueteiro que nem ele só, Cerullo chegou ao disparate de afirmar que os ofertantes receberiam uma Bíblia de brinde que valeria mais de 900 Reais. Peça rara ou pregação de peça?

Como expirou o prazo da venda da unção financeira (em troca, inteiramente “grátis”, o fiel ainda recebia uma Bíblia de Vitória Financeira e Batalha Espiritual), foi necessário arrumar outra forma de arrecadar dinheiro dos fiéis. Aí o Malafaia importou o Dr. Mike Murdock, que veio com uma profetada ainda maior: em troca de uma “oferta voluntária” de R$ 1.000,00, o fiel conseguiria a salvação de toda a sua família e ainda bênçãos materiais diversas. A salvação, nesse caso, literalmente se tornou um negócio. Se já é grave vender a promessa de riquezas, muito mais é vender a salvação de alguém. Mas, no atual evangelho das “metas”, está valendo. O importante são os números, financeiros e de membros de uma denominação, não as vidas.

A Bíblia é clara, meus irmãos: “de graça recebestes e de graça dai” (Mt 10.8). Jesus, muito irado com aqueles que praticavam comércio das coisas espirituais, com um chicote na mão expulsou os vendilhões do templo, chamando-os de “ladrões e salteadores”. Nosso Senhor estava sempre advertindo seus seguidores a respeito do cuidado que se deve ter contra os mercenários (Jo 10.1,12). Pedro também advertiu a igreja a respeito dos falsos profetas espertalhões que “movidos por avareza”, procurariam fazer comércio da boa fé do povo de Deus. (2Pe 2.3). E pergunto: de onde vem tudo isto? Da teologia da prosperidade, que, na verdade, produz é a prosperidade de seus pregadores. O Apóstolo Paulo alerta a Igreja contra os falsos profetas e pastores que ensinam heresias por pura ganância (Tt 1.11).



Muitos outros textos poderiam ser citados nesta pastoral... Quero, portanto, alertar a Igreja do Senhor Jesus. A espiritualidade cristã não pode ser confundida com prosperidade financeira, nem com sucesso e nem com saúde. Fosse este o caso, não poderíamos considerar nem a Jesus e nem os apóstolos como homens espirituais, visto que eram pobres, ficavam doentes, passaram muitas necessidades, sofreram perseguições, foram presos, desprezados pelo mundo e foram martirizados (Mt 8.20, II Co 8.9, At 3.6, Fp 4.11, II Co 6.10, Tg 2.5, II Co 8.2, Rm 15.26, Ap 2.9).

Não sei o deus deles, mas o Deus que eu sirvo é Todo-Poderoso e sabe, antes mesmo que peçamos, dar o que Seus filhos necessitam. Ele nos pede que não sejamos ansiosos pelo que havemos de comer, de vestir, afinal se Ele veste os lírios do campo e alimenta as aves dos céus, muito mais faz por Seus filhos. Ele não necessita que esmolemos ajuda para que Sua obra continue, seja para a construção de templos ou mesmo manutenção de programas de rádio ou tv, pois Ele tem poder para prover aquilo que vem Dele, não da vontade humana. O problema é que muitos fazem a obra por vontade própria, não pela de Deus, e nesse caso precisam recorrer a subterfúgios para manter a arrecadação necessária para prover seus caprichos, mesmo que esses tenham aparência de bem, afinal “pregar a Palavra” é bom, não é mesmo?

O apóstolo (de verdade) Paulo viajou para diversas cidades e países, e nunca precisou vender “voluntariamente” unções ou salvação para financiar seus projetos evangelísticos. Na verdade, a vida que Paulo teve enquanto na terra pregando o verdadeiro Evangelho nada teve de “vitoriosa”: sofreu naufrágios, açoites, prisão, apedrejamento, e ainda teve que conviver com um “espinho na carne”. A “vitória em Cristo” de Paulo foi nos céus, não na terra, onde as riquezas se corroem. Realmente, são bem distintos os evangelhos pregados por Paulo e por Silas (o Malafaia).

Que Deus tenha misericórdia de nós, que não sabemos discernir o que vem de Deus e o que é puramente vontade e vaidade de homens. Que o verdadeiro Evangelho volte a ser pregado, e que o falso evangelho mercantilista um dia deixe de envergonhar o Reino de Deus em cadeia nacional e internacional de rádio e tv.

Deus pode nos fazer prosperar. Ele pode nos curar, mas não em barganhas financeiras. Dizer que Deus pode não é o mesmo que dizer que ele deva como a teologia da prosperidade enfatiza. Esta nega a soberania de Deus, quando ensina que o uso da expressão “se for da Tua vontade” anula a fé e destrói a oração. Deus tem vontade própria! Somos nós quem devemos nos sujeitar a vontade dele e não ele a nossa. Enquanto tal teologia ensina a orar exigindo e reivindicando coisas de Deus, a Bíblia ensina que nós não sabemos orar como convém (Rm 8.26), por isso é que, às vezes, pedimos e não recebemos, porque pedimos mal (Tg 4.3). Portanto, devemos orar de acordo com a vontade de Deus assim como orou Jesus no Getsêmani: “Não seja feita a minha vontade, mas a tua (Lc 22.42), pois “esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve” (I Jo 5.14). Cuidado, Igreja do Senhor Jesus.

FONTE: Pulpito Cristão e Blog do Rev. Ângelo