Blog de Ângelo Vieira da Silva, Marido da Keila, pai do Rafael. Cristão Calvinista, Pastor Presbiteriano. Pesquisador dedicado. Cruzeirense e Gamer de clássicos.

O SONHO E A REALIDADE: REFLETINDO SOBRE AS ELEIÇÕES


Sem dúvida, o desejo humano de alçar voos maiores, de sonhar com um mundo e uma sociedade melhores é plenamente justificável em um contexto repleto de desigualdades. Esse anseio aumenta na época das eleições, apesar da população brasileira demonstrar não acreditar tanto nos candidatos que se apresentam com propostas repletas de promessas, embustices que as pessoas insistem em ouvir.

Para tanto, creio que essa reflexão é extremamente necessária nos momentos que antecedem o pleito. Tenho visto, ouvido e lido sobre os candidatos que estarão concorrendo às funções de vereador e prefeito da cidade. Quero convidá-lo, caro (a) leitor (a), a refletir sobre aqueles sonhos transformados em propostas contrastando-os com a realidade quase imutável do modus operandi do processo democrático. Não é difícil, Eis a relação entre o sonho e a realidade no pensamento político.

A premissa do candidato, via de regra, ou é a insatisfação com o governo atual ou o apoio irrestrito. É um jogo partidário; não há como negar. Por isso, sonhar em construir uma administração política que mudará os rumos da cidade sem o conhecimento desse jogo beira a utopia. A realidade é outra. Muitos pensam mudar tudo... Como se pudessem! Outros reflexionam em não mudar nada... Como se fosse possível! Entre o tudo e o nada sempre haverá alguma reação fundamental na sociedade. Em qualquer situação acontecerá uma ou mais consequências. A realidade? Só administrará bem aquele que entender que não se governa sozinho. Pode-se até sonhar individualmente, porém, parte de um pequeno sucesso no governo virá de fazer outros sonharem em conjunto. Esse é o jogo. É a realidade. Se alguém acha que não precisa conhecê-lo, é sonhador imprudente e não merece representar o cidadão de bem.

Uma segunda reflexão é essencial: a aptidão. Pessoalmente, sou defensor que políticos deveriam ter uma formação superior e serem bons profissionais no exercício dessa formação. Todavia, é minha opinião pessoal. Dentro da realidade, já que a legislação permite candidatos com o mínimo de conhecimento, a relação entre sonho e realidade culminará na aptidão. Independentemente do nível escolar, devem ser votados aqueles que já provaram sua disposição inata em administração. É necessário olhar, paradigmalmente, para a vida familiar, pessoal, social e verificar se tais pessoas podem bem representar o município, administrá-lo com propriedade. O cidadão de bem não pode votar em candidatos que só estão em busca do retorno financeiro que a função confere. E são muitos que só enxergam os cifrões...

Finalmente, creio na necessidade de refletir sobre o prisma religioso-ético-filosófico. Alguém poderia pensar que, por ser pastor, defenda que apenas evangélicos devam ser eleitos. Não sou desnorteado! Devem ser eleitos homens e mulheres capazes. Naturalmente, essa precisa ser a primeira opinião do eleitor. A seguir, o cidadão conseguirá observar o processo eletivo em sua perspectiva religiosa, ética e filosófica. Não se iludam, caros candidatos! Tais aspectos do vosso modus vivendi corroborarão pela escolha ou não por parte do eleitor. Veja: já vi muitos candidatos sonharem com a vitória nas eleições por pensarem que a igreja, o clube, a família, a empresa, o partido, etc., lhe dariam aquele apoio infalível. E, como isso pode não acontecer, o candidato se revolta. A realidade é assim. Vota-se por interesses que, muitas vezes, superam o campo religioso, ético e filosófico. Até hoje, por exemplo, no exercício democrático cidadãos se sujeitam na venda de votos e candidatos se corrompem na compra dos mesmos. Um absurdo real que persiste... Um jogo escuso de interesses. Convido cada cidadão a votar conscientemente.

Enfim, meu desejo é que os candidatos e cidadãos de nossa amada cidade possam sonhar e não se esquecer do preparo para a dura e maculada realidade política do Brasil. Na alegoria partidária, para aqueles que assistem o jogo, atenção aos jogadores; para os que jogam e querem entrar na partida, sejam dignos.

Rev. Ângelo Vieira da Silva

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