A SOLIDÃO HUMANA E COMPANHIA DIVINA


“Volta-te para mim e tem compaixão, porque estou sozinho e aflito” (Sl 25.16). 

São poucos que, verdadeiramente, desejam permancecer sozinhos em suas vidas; que estão cônscios dos males que a solidão pode acarretar no dia-a-dia e, mesmo assim, não ligam. Recoheço: às vezes, é preciso se retirar, ficar sozinho por algum motivo específico, como Jesus fez (Mt 14.23). Todavia, a solidão humana não é e nem pode ser uma realidade duradoura e aceitável na vida, afinal, viu Deus que não era bom o homem estar sozinho e lhe fez uma auxiliadora idônea (Gn 2.18). Na Igreja, o Corpo que só pode existir com o auxílio de muitos membros (Ef 4.15-16), o mandamento é consolar e edificar uns aos outros, reciprocamente (1 Ts 5.11). 


VOCÊ JÁ “ENTREGOU” SUA VIDA AO SENHOR?


A leitura do Salmo 22 atinge um clímax quando Davi declara: “A ti me entreguei desde o meu nascimento; desde o ventre de minha mãe, tu és meu Deus”. Entregar a vida a Deus é tão essencial na vida do homem que o salmista a coloca como uma decisão em seu nascimento, ou melhor, desde o ventre materno (Is 46.3-4; Is 49.1; Gl 1.15). Necessariamente, não pretendo abordar estas últimas idéias aqui (são muito profundas na teologia bíblica para uma simples pastoral), todavia, gostaria de levá-lo a refletir sobre o ato de entregar sua vida ao Senhor Deus Todo-Poderoso.

A INTIMIDADE COM DEUS

Muito se fala nas igrejas sobre a importância da intimidade com Deus e são muitos os sentidos apresentados. Destarte, a intimidade com Deus que pretendo abordar nesta reflexão não é aquela ladeada de expressões ou palavras de efeito (como glória a Deus, Aleluia, etc... palavras genuínas, deve-se ressaltar). Muito menos a apresentação de um suposto êxtase espiritual, mediante dons extraordinários (que creio existirem, devo ressaltar). Também não pode ser percebido no conhecimento da Bíblia como literatura ou o espiritualismo secular ou pluralista.