A BASE BÍBLICA DA ADORAÇÃO


Em artigos anteriores já  refletira sobre a adoração, principalmente quanto ao seu significado cristão. Porém, ainda que tenha verificado alguns textos bíblicos sobre o tema nesses escritos, não fiz um exame aprofundado sobre as suas bases. Entenda: por "base" me refiro aquilo que serve de fundamento, apoio ou sustentáculo. Se a Bíblia é a Palavra de Deus para os cristãos, consequentemente evidencia-se como seu "Manual de Adoração", ou seja, ensina os cristãos sobre como devem adorar, dando-lhes os principais fundamentos, apoios e/ou sustentáculos para a adoração como um estilo de vida. Eis o objetivo nessa breve reflexão.

A ADORAÇÃO BÍBLICA E OS SENTIDOS HUMANOS


O estudo de temas que abarcam a adoração deve conduzir a um estilo de vida que abarca o homem em todo seu ser: corpo, alma e vontade (Dt 6.5). A adoração bíblica englobará tanto os elementos da alma, como os do corpo. Por isso, pode-se dizer que a adoração é uma experiência tanto do interior como do exterior do homem; o que se declara com o coração se materializa com atitudes. De fato, são encontrados muitos textos bíblicos que falam da adoração ligada aos sentimentos de busca de santidade e do amor a Deus (interior), bem como do serviço religioso e a vida de comunhão com os irmãos (externo). Essa ligação, em muitos textos da Escritura, será feita com os sentidos humanos.

APOCALIPSE DAS "BESTAS": O MITO DA GIRAFA E DA GALINHA

Não há dúvidas: a Igreja de Jesus está tão insuficiente no conhecimento das Sagradas Escrituras ao ponto de enxergar demônios em galinhas e girafas. O leitor envolvido com as redes sociais sabe acerca do que estou escrevendo. Eis o resumo dos fatos: uma música da "Galinha Pintadinha" (conhecida como "Fli, Flai, Flu") e a "Charada da Girafa" ganharam seus inúmeros compartilhamentos e curtições de cristãos acríticos no universo virtual. Esses últimos viram em ambas as situações a presença e/ou ação do diabo e suas legiões.

Sim, trataram a galinha e a girafa como bestas apocalípticas! Como blogueiro, logo quis escrever algo, porém, o quê? Naquele ponto as reações aos textos já eram inúmeras; eu seria apenas mais um "não ungido", mais um "que menospezaria as táticas das trevas", mais um "chato", portanto. Por isso, somente agora resolvi aprontar esse texto, um pequeno mito alicerçado nessa história "apocalíptica". Seria, mais ou menos, assim: