Blog de Ângelo Vieira da Silva, Marido da Keila, pai do Rafael. Cristão Calvinista, Pastor Presbiteriano. Pesquisador dedicado. Cruzeirense e Gamer de clássicos.

À IGREJA DO DEUS VIVO EM RESPLENDOR


“Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (I Tm 3.14-15).

Um dos pastores que marcaram a história de nossa igreja foi o Rev. Sinval Filgueiras de Morais. Aos longo dos mais de vinte anos que pastoreou nesse lugar, somou alegrias, multiplicou frutos, subtraiu incredulidade e dividiu o evangelho com o povo resplendorense. Todavia, já em 1933 a vida espiritual da Igreja não era como Cristo requeria. Ele registrou: “Há muito venho impressionado com a vida espiritual da nossa igreja, em nada satisfatória. Aquela vida de dependência do Espírito, de interesse pela Causa, de entusiasmo e de missão, não existe atualmente em nossa comunidade” (Memórias, p. 164). 

Precisamos cientificar-nos de nossa realidade espiritual como Corpo. Como Paulo registrou, a Igreja é a “ekklesia”, a reunião dos cidadãos “chamados para fora” a fim de anunciar as virtudes de Deus. É justamente nessa comunidade de santos que Paulo recorda como se deve proceder. “A orientação quanto à conduta de todos os membros da igreja, não somente de Timóteo, é necessária e visa a cada congregação, cristão e ajuntamento em Nome do Senhor”. Assim, como se deve proceder na Igreja do Deus Vivo?

1. RECONHEÇA A IGREJA COMO A CASA DE DEUS

O cristão é a Casa de Deus (oikos). Na plenitude da revelação bíblica Deus passa a habitar não apenas no meio, mas dentro de seu povo. Cada cristão fiel é a Casa de Deus (I Co 3.16; 1 Co 6.19; 2 Co 6.16).

Também o templo é a Casa de Deus (oikos). Desde um lar, passando por um palácio até o Tabernáculo/Templo, tem-se a casa como um lugar de habitação. Deus habita em sua Casa. A Igreja não é um negócio particular (Hendriksen). É um local onde Deus habita, pois seu povo congrega ali (II Tm 2.19; Mt 16.18; 1 Pe 2.5).

2. IDENTIFIQUE A IGREJA COMO A COLUNA DA VERDADE

Coluna é sustentação (stulos). Geralmente, a coluna podia ser uma peça utilizada na arquitetura para sustentar coberturas, tetos. Era um pilar, um suporte. Identificar a Igreja como a coluna da verdade é essencial num mundo de estacas da mentira (Gl 2.9). Lembre-de da Diana do Efésios, por exemplo. Era um templo afamado, uma das sete maravilhas do mundo. Segundo Willian Barclay, havia nele 127 colunas, e cada uma delas era presente de um rei. Todas elas eram de mármore e algumas tinham pedras preciosas incrustadas ou estavam cobertas de ouro. Só a graça! Tanta beleza e opulência a serviço da mentira...

Semelhantemente, a coluna também se refere a testemunho (stulos), pois a palavra fora aplicada à pedra que servia para marcar um lugar sagrado ou para conservar a lembrança de alguma pessoa ou de algum acontecimento (Jr 1.18), como testemunho solitário ou entre duas partes (Gn 28.18; Gn 31.52). Fora usada também para divulgação, quando criadas para afixação de anúncios nos mercados antigos (MacDonald).

3. PROCLAME A IGREJA COMO O BALUARTE DA VERDADE

A Igreja é baluarte (hedraioma). Parecida com o conceito de “Coluna”, um baluarte (Sl 18.2) era o apoio, o suporte, o fundamento que equilibrava toda a estrutura arquitetônica. Há uma ascensão com clímax aqui. A verdade não é apenas encontrada na Igreja, “ela é o próprio fundamento da verdade” (Hendriksen). A Igreja deve proclamar a verdade neste mundo desequilibrado.

Finalmente, resta-nos compreender que cada congregação e cristão são uma genuína “Casa”, “Clouna” e “Baluarte” de Deus. Não ocupados como os templos pagãos por ídolos inanimados, senão gozando a manifesta presença do Deus vivo. Na Igreja do Deus vivo ajudamos uns aos outros com nossas experiências espirituais. Reconheçamos que esta é a Casa de Deus! Identifiquemos que esta é a Coluna da Verdade! Proclamemos como Baluarte da Verdade!

Não se desanime com a Igreja do Deus Vivo. Todos temos nossas lutas e desafios. Até mesmo nosso Pastor, Rev. Synval, teve seus desafios espirituais. Registrou: “Já faz uma semana que estou aqui. Quantas lutas tenho tido dentro de mim! Quanto desânimo, nestes poucos dias já entrou em meu coração! Os meus problemas continuam insolúveis... A melancolia tem me assaltado e desjo partir daqui. Li ligeiramente a história do Dr. Simonton no Brasil – que bem me fez!” (Memórias, p. 110-111). Assim como ele, apeguemos aos maravilhosos exemplos de fé e dedicação avançando para o alvo, cumprindo a carreira, guardando a fé.

Rev. Ângelo Vieira da Silva
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1 comentários:

  1. Bela e oportuna pastoral...vai nos fazer muita falta pastor...

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