OS ANJOS SÃO SERES CRIADOS



‘O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra’’ (Sl 34.7)


Estudar angelologia, ramo da teologia que estuda os seres angelicais, é um grande desafio. Ainda mais hoje, quando o ensino bíblico nos púlpitos é escasso e muitos cristãos podem ser facilmente iludidos por fundamentos teológicos dissimulados. Para evitar um desvio da verdade quanto ao tema, pretendo colaborar com a compreensão bíblica acerca da natureza dos seres angelicais em breves pastorais.

Por “natureza” busca-se compreender a essência, o conjunto de características próprias dos anjos, isto é, o que os constitui em seu cerne, bojo, âmago. Dentro desse aspecto fundamental, a angelologia bíblica oferece fundamentos para crermos que os anjos são seres criados. Deus fez todas as coisas segundo seu propósito, “conforme o conselho da sua vontade” (Ef 1.11), inclusive os seres angelicais. Assim, como bem declarou Wayne Grudem, teólogo de Cambridge, “os anjos são prova de que o mundo invisível é real”.

Ora, os anjos não são deuses, semi-deuses, nem uma raça (não possuem capacidade reprodutiva). São criaturas distintas, seres mais elevados que o homem, razão pela qual também não devem ser interpretados como seres humanos glorificados. As Sagradas Escrituras prescrevem que o “exército do céu” e as “legiões celestes” foram criadas pelo Senhor Deus: “Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todas as suas legiões celestes. Louvem o nome do SENHOR, pois mandou ele, e foram criados” ... “pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele” (Sl 148.2, 5; Cl 1.16). Essas citações do Antigo e Novo Testamento são suficientes para afirmar que os seres angelicais, denominados aqui de ‘‘anjos, legiões celestes, coisas invisíveis, tronos, soberanias, prncipados, potestates’’, foram feitos pelo Criador.

Mas, quando isso aconteceu? Antes, durante ou depois da criação do universo ou do homem? Reflita sobre o “exército do céu”. Para muitos teólogos, esta expressão ora se refere às estrelas (Gn 2.1; Sl 33.6; Ne 9.6), ora se refere aos seres angelicais (I Re 22.19; Sl 103.20-21). Outros estudiosos delimitam ainda mais, afirmando que a criação dos anjos se deu juntamente com a criação dos céus (Gn 1.1) e antes da criação dos fundamentos da terra. Por isso, há controvérsias se tais passagens bíblicas poderiam esclarecer quando se deu a criação dos anjos.

É fato que as Sagradas Escrituras não apresentam uma informação precisa quanto ao momento que os seres angelicais foram criados. Entretanto, creio ser seguro afirmar que todos os anjos tenham sido criados simultaneamente antes da criação do homem. Além das citações bíblicas supramencionadas, é o que se deduz a partir de outros textos: “porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou” ...“Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento. 7 quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus?” (Ex 20.11; Jó 38.4, 7). Ambos os textos nos direcionam na compreensão que a criação dos seres angelicais, aqui denominados ‘‘filhos de Deus’’, ocorreu antes do homem, em um tempo na qual o Senhor estabelecia os fundamentos da terra.

De um jeito ou de outro, os anjos sempre estiveram ao nosso redor. Seja na história ou nas estórias, na Bíblia ou em outros escritos religiosos, em filmes ou séries de televisão, os anjos estão lá. Assim, em meio a esse vasto e observável universo angelical, oro para que a Igreja de Jesus veja os seres angelicais como eles realmente são: seres criados. 

Rev. Ângelo Vieira da Silva

AS PRINCIPAIS FALHAS ESPIRITUAIS

‘‘Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos’’ (2 Co 4.8-9)

Você já falhou em alguma área de sua vida? Provavelmente sim... A palavra “falha” é carregada de conceitos negativos; lembra-nos falta de acerto, erro, falta, etc. Na verdade, falhar é o mesmo que não suceder como se espera, gerando frustração. Foi uma falha que matou o piloto de Fórmula 1, Ayrton Senna. Meses antes de Ayrton morrer, Michele Alboreto deu um depoimento a um programa de TV afirmando que nenhuma falha humana provocaria o acidente na Tamburello: "Eu tenho certeza - tive o mesmo acidente que o Ayrton teve, no mesmo lugar -, que, se acontecer algo nesta curva, acontece por causa de uma falha mecânica", declarou o italiano. Ainda que Alboreto não aceite a falha humana – nem mesmo os brasileiros aceitam, nem eu – lá estava uma falha que gerou morte, a falha mecânica na barra de direção. 

A realidade acima é aplicável ao nosso relacionamento com Deus. Afinal, falhas na vida espiritual podem produzir declínio na vida cristã e até mesmo morte. Charles Swindoll, renomado escritor protestante, afirma em seu livro ‘‘Perseverança’’ que existem concepções errôneas sobre a espiritualidade, o que podemos chamar de falhas espirituais. Como ele mesmo diz, estas concepções não são à prova d'água. Portanto, meu querido irmão (a), observe as seguintes falhas espirituais, medite e tome uma posição em sua vida cristã.
PRIMEIRA FALHA: achar que...
Por ser cristão, todos os seus problemas serão resolvidos.

A Bíblia nunca diz isso. Em alguns casos os problemas aumen­tam e a estrada fica mais difícil! A garantia que temos é de paz e companhia do Senhor.

SEGUNDA FALHA: achar que...
Todos os problemas que terá de enfrentar estão mencionados na Bíblia.

Não estão. Muitas ve­zes não encontramos uma resposta explícita na Escritura para o nosso problema específico. Precisamos de oração e orientação espiritual que pode ser dada pelo anjo da igreja ou por irmãos fiéis a Cristo.

TERCEIRA FALHA: achar que...
Se você está tendo problemas é porque lhe falta espiritualidade.

A existência de um problema simplesmente mostra que você é humano. Todos têm problemas e você não deixa de ser espiri­tual por lutar com um dilema. Pense em Jó e no seu sofrimento. Mesmo não entendendo, foi fiel a Deus.

QUARTA FALHA: achar que...
A exposição a ensinamentos bíblicos sólidos resolve automaticamente os problemas.

A instrução bíblica por si só não resulta em soluções instantâneas dos problemas. Pense nas Escrituras como um mapa absolutamente exato. O mapa lhe diz como chegar a um determinado destino. Mas o fato de apenas olhar um mapa não vai adiantar. O mesmo acontece na vida cristã. O mapa de Deus é confiável e está disponível. Ele também é claro e direto. Não há, porém, nenhum artifício em suas páginas que envie automaticamente o leitor ao seu destino por meio de um tapete mágico.

Pense nisto.
Rev. Ângelo Vieira da Silva

ANCIÃOS E PRESBÍTEROS: OS PASTORES DO REBANHO DE DEUS


“Fiel é a Palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja” (1 Tm 3.1). Sim, a aspiração da qual o apóstolo Paulo se refere aponta para aqueles que são chamados para liderar a Igreja de Deus. Seja qual for o nome (episcopado, bispo, mestre, ministro, presbítero, ancião, anjo da Igreja, embaixador, evangelista, pregador, doutor, despenseiro dos mistérios de Deus, dentre outros), as Sagradas Escrituras descrevem as qualificações e funções daqueles que são os verdadeiros pastores do rebanho de Deus. Tais títulos não descrevem graus diferentes de dignidade, mas as funções honrosas dos que são chamados para cuidar, ensinar, administrar, supervisionar e amar a Igreja de Jesus.

O jovem pastor Timóteo foi instruído por Paulo sobre as qualificações indispensáveis para aqueles que almejavam o ‘‘episcopado’’, o mesmo que ‘‘ser bispos’’ (1 Tm 3.2; Tt 1.7; 1 Pe 2.25) ou ‘‘presbíteros’’ ─ esse último percebido na maioria dos textos que tratam do assunto no Novo Testamento (At 11.30; At 14.23; At 15.2, 4, 6, 22-23; At 16.4; At 20.17; At 21.18; 1 Tm 5.17, 19; Tt 1.5; Tg 5.14; 1 Pe 5.1; 2 Jo 1.1; 3 Jo 1.1). Ora, tal ofício é uma excelente obra que todos os homens da Igreja deveriam ansiar. Assim, hoje nos apresentamos diante de Deus para uma nova eleição de oficiais, em oração e jejum, conscientes de nossa responsabilidade frente ao ensino bíblico. 

O texto hebraico e grego, o Antigo e o Novo Testamentos, esclarecem as atribuições dos pastores do rebanho de Deus. Ora, o neo-testamentário ‘‘presbítero’’ (presbyterós, gr.) é o vétero-testamentário ‘‘ancião’’ (zaqen, heb.). Ambas as palavras designam um ofício de liderança. Não que todo líder tenha que ser idoso, pois os termos também são usados para os líderes sem referência à sua idade, mas que é necessário que sejam experientes e experimentados, exemplos para todos. Por isso, abaixo faço um breve panorama do pastoreio do rebanho de Deus sob a perspectiva do ancião.

(1) O ANCIÃO NO ANTIGO TESTAMENTO. A liderança através de um concílio de homens chamados “anciãos” era muito familiar aos judeus, afinal, era uma das instituições mais antigas e fundamentais de Israel, remontando ao cativeiro egípcio (Ex 3.16, 18). Os anciãos eram os representantes oficiais do povo, chamados de “anciãos de Israel”, “anciãos dos filhos de Israel” ou “anciãos do povo”. Sendo mencionados centenas de vezes no Antigo Testamento, tinham o papel fundamental de liderar, o que fica evidente em sua participação ativa em cada evento decisivo da história de Israel. Deus reconheceu o papel de liderança dos anciãos enviando Moisés primeiramente a eles para anunciar a libertação do cativeiro (Ex 3.16,18; Ex 4.29; Ex 12.21; Ex 17.5-6; Ex 18.12; Ex 19.7; Ex 24.1, 9, 14; dentre outros).

(2) O ANCIÃO NO NOVO TESTAMENTO. No Novo Testamento os anciãos são chamados de presbíteros. À luz do livro de Atos dos Apóstolos e das cartas, vemos que os presbíteros são os representantes oficiais da Igreja com autoridade semelhante ao dos apóstolos. Eles recebem e administram recursos materiais (At 11.29-30), julgam questões doutrinárias (At 15.1-29), oferecem conselho e resolvem conflitos (At 21.18-25). Lendo-se as muitas passagens bíblicas que envolvem os presbíteros fica evidente que os mesmos foram colocados à frente da Igreja pelo próprio Deus, com a tarefa de supervisionar o povo e, assim, cumprir o mandamento de ‘‘pastorear o rebanho de Deus’’ (1 Pe 5.1-4).

Portanto, amados irmãos, os presbíteros são os verdadeiros pastores da Igreja. Devemos orar por eles antes, durante e depois das eleições. Apesar de ser uma obra excelente, é repleta de sofrimentos que podem ser resumidos nas palavras de Jesus: ‘‘o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça’’ (Mc 8.20). Por isso, ore, vote e creia: ‘‘Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência’’ (Jr 3.15).

Rev. Ângelo Vieira da Silva

SER PRESBÍTERO É...


No dia 05/08 comemora-se o Dia do Presbítero. Na Igreja Presbiteriana do Brasil, o presbítero é o oficial, o representante imediato do povo (presbítero regente), por este eleito e ordenado pelo Conselho, para, juntamente com o pastor (presbítero docente), exercer o governo e a disciplina e zelar pelos interesses da Igreja a que pertencer, bem como pelos interesses da Igreja a que pertencer, bem como pelos de toda a comunidade, quando para isso eleito ou designado. Assim, em homenagem àqueles que são verdadeiramente presbíteros, passo a discorrer em versos um pouco deste ministério tão complexo dado pelo Supremo Pastor.

Ser Presbítero é privilégio... É chamado exclusivo; é dom concedido.
Ser Presbítero é sacrilégio... É serviço consagrado, às vezes, aviltado.

Ser Presbítero é pastorear... Orar, acompanhar e cuidar.
Ser Presbítero é vigiar... Zelar, aconselhar, não o fiscalizar.

Ser Presbítero é ver-se o menor... É o que convêm, o que de pé o mantêm.
Ser Presbítero é falar do Maior... d’Aquele que excede, O que não se mede.

Ser Presbítero é liderar... Responsabilidade e exemplo.
Ser Presbítero é colaborar... Agilidade e contento.

Ser Presbítero é atacar... O lobo voraz, a falácia mordaz.
Ser Presbítero é amar... O sublime Deus, o próximo como a mim.

Ser Presbítero é difícil... É o pecador que deve tratar o pecado.
Ser Presbítero é vitalício... É estar pronto, procurar estar capacitado.

Ser Presbítero é aspirar... Aquela excelente obra na vida.
Ser Presbítero é expirar... É proferir as virtudes da Vida.

Ser Presbítero é tomar parte... na Ceia Santa, na ordenação Sagrada.
Ser Presbítero é estar à parte... do mundo maligno, do pecado redivivo.

Ser Presbítero é ser humano... Pode errar, pecar, se enganar.
Ser Presbítero é ter percepção... Da ilusão, armadilha ou desatenção.

Ser Presbítero é emoção. Ser Presbítero é ser o ancião.
Ser Presbítero é vocação. Sê Presbítero de coração!

Amém.

Sou grato a Deus pelos presbíteros de nossa amada Igreja. Ao Conselho atual, aos eméritos, àqueles em disponibilidade e aos que residem em outros lugares, minhas sinceras felicitações e orações por ministérios profícuos na presença do Altíssimo. ‘‘Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles... pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória’’ (1 Pe 5.1-4). “Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel” (1 Co 4.2).

Rev. Ângelo Vieira da Silva

O TERCEIRO TEMPLO EM JERUSALÉM



Recentemente fui abordado por alguns irmãos sobre a suposta profecia da construção do terceiro Templo em Jerusalém e o advento do Anticristo. Ao que parece, o assunto está em voga devido a artigos compartilhados em redes sociais (até anacrônicos) e um presumido sinal divino da novilha que nasceu vermelha (Nm 19), pois alguns judeus declararam: “sem o nascimento de uma novilha vermelha, de nada adiantaria reerguer o templo que já foi construído e destruído duas vezes”. Nesse ínterim, os preparativos envolvem o treinamento de novos sacerdotes (levitas), a elaboração das medidas do templo e a manufatura dos objetos que serão ali utilizados, dentre outros.

Esse tipo de interpretação da Bíblia é muito difundido pelos movimentos pentecostais, neopentecostais, seitas, Chamada da Meia-Noite, Seminário de Dallas (etc.) e avança nas igrejas protestantes históricas. É chamado de dispensacionalismo e, sem dúvida, consiste do mais complexo, literal e exagerado método de se interpretar as profecias bíblicas. Eu não creio dessa forma. Aliás, o sistema dispensacionalista não deveria ser aceito por qualquer cristão comprometido com as Escrituras por muitas razões que não cabem nessa breve pastoral.

O primeiro Templo foi edificado por Salomão e durou quase quatrocentos anos, pois fora destruído pela Babilônia em 586 a.C. No mesmo local do primeiro, Artaxexes permitiu que o segundo Templo fosse construído após o exílio. Remodelado por Herodes e durando quase seiscentos anos, foi destruído pelos romanos em 70 d.C. Já o terceiro Templo seria maior que os dois primeiros e sua construção no chamado monte do Templo marcaria a proximidade do arrebatamento secreto da Igreja e o reinado mundial do Anticristo. Pois bem, eu não acredito em uma doutrina que determina a construção do terceiro Templo como condição sine qua non para o fim dos tempos. Por quê? Resumidamente: 

1. Porque não há nenhuma passagem bíblica que profetize a construção do terceiro Templo. Entenda que os textos de Daniel e Mateus não respaldam a construção do terceiro Templo em Jerusalém. O “cessar o sacrifício e a oferta de manjares” citado por Daniel (Dn 9.27) não descreve a construção do terceiro templo, mas o término dos sacrifícios e profanação do templo feitas por Antíoco Epifânio (168 a.C.). O “abominável da desolação” confirmado por Jesus em Mateus (Mt 24.15) não remete à construção do terceiro Templo, mas apenas ao aparecimento do Anticristo com a mesma – e até mais terrível – perseguição nos moldes de Antíoco, sob a bandeira de Roma.

2. Porque a construção do terceiro Templo e, consequentemente, a restauração do modelo mosaico de sacrifício é uma afronta ao sacrifício de Cristo. Muitos judeus ainda esperam o Messias e, logo, restaurar o templo e o culto mosaico não seria um problema teológico em si. O cristão, por outro lado, compreende que o Messias já veio: Jesus. Ele cumpriu a lei, rasgou o véu pelo seu único e suficiente sacrifício (Mt 27.51; Hb 8.6). Retomar o antigo sacerdócio é o mesmo que invalidar o sacerdócio de Cristo. O Cordeiro de Deus foi morto, ressurgiu e tira o pecado do mundo (Jo 1.29).

3. Porque é uma afronta ao verdadeiro terceiro templo criado por Deus, nos homens redimidos, santuários do Espírito Santo de Deus. O povo de Deus, a Igreja, os homens redimidos se constituem o verdadeiro terceiro Templo dedicado a Deus (1 Co 3.16-17; 1 Co 6.19, 16; Ef 2.21-22).

Não obstante, afora tudo isso, os judeus ainda têm a dificuldade do lugar para a tal construção. Afinal, o Domo da Rocha, uma edificação islâmica no monte do Templo, precisaria ser retirado (é ali que, supostamente, está a pedra angular do antigo templo judaico). Se o Messias tornará isso possível ou não (bem como as outras opiniões existentes), é algo que o judaísmo pretenderá resolver. Os cristãos não devem nem precisam se preocupar com a construção do terceiro Templo ou até da réplica do Edir. De fato, espero que os cristãos estudem a Escritura com seriedade para compreenderem o sentido e cumprimento das profecias bíblicas durante a história num todo.

Rev. Ângelo Vieira da Silva

A BÍBLIA, O CELULAR E O CULTO A DEUS



“O sábio de coração é chamado prudente’’ (Pv 16.21a)


A tecnologia é indispensável no mundo globalizado, definitivamente. O computador, a TV, o celular, o notebook, a internet, o Smartphone, o Tablet, etc., são novidades em constante evolução. Como um cumprimento profético (Dn 12.4), o saber tem-se multiplicado e avançado na mesma velocidade dos yotabytes. As estatísticas continuam subindo e as vendas se intensificam. Entrementes, as tecnologias de “última geração” de hoje, podem ser aparelhos “ultrapassados” logo pela manhã.

De todas as tecnologias, o celular é um modelo de avanços extraordinárias. Com mais de sete bilhões de dispositivos em todo o mundo, é possível encontrar mais celulares do que habitantes em muitas localidades. É incrível, e excêntrico, reconhecer que “realizar uma chamada de voz” não seja, necessariamente, a principal função dos celulares modernos, repletos de recursos, aplicativos, funções, jogos, etc.

O que é extremamente útil, por outro lado, pode ser um obstáculo no culto a Deus. Qualquer Pastor ou dirigente de culto poderá atestar essa opinião no simples gesto da observação. A cada dia aumenta o número de cristãos que levam a Bíblia para a Igreja em seus celulares/Smartphones. É quase inevitável perceber o uso dos aparelhos durante o culto a Deus. Por isso, é necessário reconhecer que o celular pode “obstacularizar” a adoração quando:

(1) Se torna um instrumento de Ansiedade. Com ele, é bem possível ficar inquieto, desassossegado. Esperando por novidades na caixa de entrada ou nas redes sociais (dentre outros), trava-se e destrava-se aflitivamente o celular com uma freqüência absurda. Basta observar.

(2) Se torna um instrumento de Tentação. Com tantos recursos ao alcance da mão/toque e, muitas vezes, num culto “sem expressão”, o aparelho pode ser uma tentação soberba. Com seus milhões de cores e programas dinamizados, o celular poderá representar uma tentação quase insuperável diante de um culto monocromático e engessado. É a pura verdade.

(3) Se torna um instrumento de Pecado. É possível pecar utilizando um celular? É claro! Com tantos recursos e diante das possibilidades listadas acima, ansiedade e tentação, o resultado poderá ser uma atitude (s) que transgrida a lei de Deus. O mundo cabe na palma da mão; o pecado também. Nesse caso, “guarda o pé, quando entrares na Casa de Deus” (Ec 5.1).

Creio que a luta da Igreja não é contra carne ou sangue, contra Tablet ou celular. Entretanto, diante da possibilidade do mau uso desses aparelhos, nortear os cristãos sobre como proceder no culto a Deus é um dever dos líderes espirituais. Assim, longe de uma lista esgotada de orientações, creio que quatro posturas essenciais contribuiriam muito para uma melhor relação entre o cristão, a bíblia, o celular e o culto. São elas:

(1) Mantenha o celular no modo silencioso. Afinal, o sábio de coração é chamado prudente (Pv 16.21). Se possível, desligue até o modo de vibração a fim de evitar a distração.

(2) Desligue quaisquer avisos sonoros/vibração de redes sociais e SMS. Parece redundante, mas não é. É possível configurar o que o usuário quer e o que não quer ser alertado. Os avisos de mensagem, recados, tuítes, SMS/torpedos, comentários, etc., são os preferidos.

(3) Use o celular para ler a bíblia. Sejamos honestos, a maioria das pessoas que possuem a Bíblia no celular, e não usam o texto impresso sobre essa desculpa, não lêem a Palavra no culto. Nesse sentido, a Bíblia no celular é mera desculpa para o desinteresse ou para a vergonha do evangelho, isto é, vexame de se carregar uma Bíblia impressa na mão. Deste modo, durante o culto, muitos incorrem na falta de reverência e usam o celular para torpedos, redes sociais, joguinhos, internet, notícias sobre o resultado do jogo, etc, e nunca para lerem a Bíblia.

(4) Em caso da impossibilidade de se ler a Bíblia no celular e desejo de não sucumbir as tentações de distração e ansiedade que ele proporciona, use uma Bíblia impressa. Você será mais edificado.

A favor do uso da tecnologia para a glória de Deus (1 Co 10.31) e certo que o coração do sábio procura e deve adquirir o conhecimento (Pv 18.15), compartilho esta reflexão com os amados irmãos.

Rev. Ângelo Vieira da Silva

FESTA JUNINA: POSSO PARTICIPAR?


Meditemos: pode o cristão protestante participar das comemorações alusivas à festa junina? Bem, creio que uma pessoa cristã protestante não deve participar das chamadas festas juninas ou “festa dos santos populares”. Este último nome exprime tudo. A partir do ensino das Escrituras Sagradas os cristãos protestantes não celebram, homenageiam, louvam, cultuam, exaltam ou adoram seus conservos (Cl 4.7), mas unicamente a Deus. Nem mesmo anjos merecem esse tipo de veneração (Ap 19.10; Ap 22.9). Essa comemoração é cristã romana e não se enquadra nos princípios de fé da maioria do protestantismo. É celebrada por católicos romanos e não por presbiterianos, por exemplo. É cultura? Sim, porém, romanizada. A mistura, o sincretismo religioso, é perigoso e danoso.

Comemorada em muitas partes do mundo, tal festa aparentemente pagã foi cristianizada na Idade Média aplicada a São João, por isso, “Festa de São João” (festejado em 24/06). O conceito cristão romano incorporou ainda “São Pedro”, “São Paulo” (ambos celebrados em 29/06, festa litúrgica também chamada “Solenidade dos Santos Pedro e Paulo”) e “Santo Antônio” (comemorado em 13/06).

A veneração de santos é parte fundamental da teologia católica romana. Protestantes não veneram ou preiteiam santos. Fogem da idolatria disfarçada de homenagem. Seguem os mandamentos de Deus em Ex 20.3-5: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem”. Portanto, a festa junina remete a teologia romana dos santos. Protestantes enaltecem Cristo como o único mediador entre Deus e os homens (I Tm 2.5). Como ensinou o Mestre em Lc 4.8, “está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto”.

O próprio homenageado nas festas juninas, o conservo Paulo, ao abordar a mistura entre os cristãos de Corinto e as festas pagãs celebradas a outros ídolos, ensinou: “Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (I Co 10.19-22). 

Pense. O secularismo tem sido o responsável pela minimização da não-participação de evangélicos nesse “lazer” e/ou pelos chamados “arraiais gospel”. Se é lazer, é desdourado pela teologia romana. Se é “estratégia” não é coerente com o ensino bíblico. No ambiente familiar, por exemplo, os pais devem orientar os filhos sobre o significado desta Festa. Como Protestantes, devem ensinar e não permitir a participação ou participarem desta festa cultural romana. É verdade que as festas juninas pós-modernas não enfatizam tanto a veneração aos santos como antes, todavia, não é mentira que a festa é destinada a venerá-los. Cristãos protestantes devem fugir destes festejos. 

E uma festa caipira? Bom, realizar esta festa nesse tempo criará uma associação com a festa romana. Protestantes precisam ser associados aos valores bíblicos eternos e não a festas romanas universais. O ideal é que a festa caipira, como uma festa temática, aconteça em outros meses do ano. Essa é uma posição moderada, prudente. 

Fogueiras, pipoca, pé-de-moleque, danças, bolos de fubá, quebra-queixo, canções, canjicão e outros símbolos foram incorporados a festa romana, mas, em si, não deveriam ser vedados. São resultado da obra criativa de Deus em nós. Devem ser recebidos com ações de graças (I Tm 4.3-4). O único cuidado necessário é recebê-los fora do ambiente das festas juninas. É um princípio de fé, a partir da regra de fé, com temor e tremor.

Rev. Ângelo Vieira da Silva

O CRISTÃO E AS FESTAS RURAIS


São muito comuns em nosso país as chamadas "Festas Rurais". Com a realização de rodeio profissional todos os dias, shows e grande cavalgada, sempre se espera um grande ajuntamento de pessoas no Parque de Exposições, por exemplo. No interior, é natural que um pastor seja procurado por muitos cristãos desejosos por uma uma opinião, uma palavra, uma posição, que os ajudem a entender se devem ou não participar de uma festa rural. O motivo, via de regra, envolve práticas religiosas, consumo de bebidas alcoólicas e músicas seculares.

Antes de qualquer coisa, creio que esta reflexão valha para esclarecer como se dá o envolvimento do cristão no mundo à qual está inserido. Por "cristão", refiro-me àqueles homens e mulheres que recebem as Escrituras Sagradas como Palavra de Deus, como norma de fé e prática. Por "festas rurais" exponho aqueles ajuntamentos sociais onde é possível assistir rodeios, cavalgadas, exposição de animais, bebidas e comidas em fartura, parque de diversões, shows, boates, etc.

O cristão que medita, porque crer também é pensar, não é alienado. Diante de uma festa como esta, ele facilmente reconhece aspectos positivos e negativos. Sim, é possível.

Para uma cidade de interior, uma festa sempre é oportunidade para ganhos econômicos e contentamento da população. Obviamente, os comerciantes venderão mais nos dias da festa. O povo, sofrido e aguerrido, vê nesse momento uma oportunidade de descanso "d'alma", de aliviar sua dor, de cantar, de curtir, de "afogar as mágoas", enfim. Para estes, isto é muito bom, é positivo.

Por outro lado, a festa chega ao fim e, com ele, permanecerão os dias de um comércio em baixa, amornecido. Restará a ressaca, a indisposição e o cansaço, pois os problemas não sumiram com o apagar das luzes. Muitos beberam e gastaram mais do que deviam. Talvez brigaram com outrem. Por sorte, não sobrecarregarão o hospital e a polícia com situações que poderiam ter sido evitadas. Eis o lado negativo de uma festa.

Dito isto, fica a grande pergunta: "e o cristão? Pode participar?". Acho que a pergunta certa seria: o que a Bíblia ensina sobre o comportamento do cristão no mundo? Permitam-me sistematizar parte de seu precioso ensino em duas declarações que, mesmo que aparentem, não são excludentes. São os dois lados de uma mesma moeda. 

1) O CRISTÃO NÃO FAZ PARTE DESTE MUNDO.

É bem possível que já tenha lido que a Igreja não pertence a este mundo (Jo 15.18-19), que o sistema jaz no maligno (1 Jo 5.19) e que não devemos amar as coisas que há no mundo (1 Jo 2.15). "Por isso não se deve participar de festas rurais", afirmam alguns. O textos são de Deus, são bons. Contudo, é triste observar que muitos cristãos são manipulados por suas lideranças com simples proibições pautadas em falta de exegese, hermenêutica e bom senso. Se o cristão não pode participar de eventos comunitários (que, não por nossa escolha, envolvem questões religiosas, bebidas alcoólicas e músicas seculares) a partir desses textos, como ficam os casamentos, as formaturas, os passeios turísticos, os aniversários e muitos outros eventos sociais que contemplam a mesma realidade? Nos ausentaremos desses também? Entenda: a Igreja não faz parte deste mundo, isto é, sua esperança está no mundo porvir. O mundo é a humanidade transviada dos padrões divinos, conduzido e cegado pela antiga serpente. A Igreja deseja andar pelo Caminho aplanado da graça, pastoreada e esclarecida pelo Senhor Jesus. O cristão amadurecido fala de Deus no meio de outros deuses (At 17.23), sabe comer, beber e ouvir músicas para a glória de Deus (1 Co 10.31).

2) O CRISTÃO FAZ PARTE DESTE MUNDO.

Jesus não orou para que a Igreja fosse tirada desse mundo (Jo 17.15), afinal ela é sua luz (Mt 5.14); sua missão é no mundo (Mc 16.15). Muitos cristãos enfatizam apenas a primeira declaração, se esquecendo da segunda. São taxados de "santinhos", porque proíbem certos "pecados" e cometem outros grosseiros no dia-a-dia. A verdadeira santidade consiste em se manter puro no meio da iniquidade. A verdadeira Igreja está perto das pessoas que ainda não são Igreja. Quanto mais a Igreja se isolar do mundo, das pessoas, mais distante ficará o cumprimento de sua missão. Jesus se aproximava dos "doentes", dos pecadores, dos publicanos, das meretrizes... O Mestre se aproximava das pessoas, do mundo, sem se contaminar, sem se tornar parte de seu estado alienado e de inimizade com Deus. A Igreja precisa estar apta a realizar sua missão em qualquer lugar do mundo; necessita de firmeza para ser luz em qualquer lugar do mundo. Reitero: o cristão amadurecido fala de Deus no meio de outros deuses (At 17.23), sabe comer, beber e ouvir músicas para a glória de Deus (1 Co 10.31).

Portanto, creio que um cristão comprometido com a Palavra de Deus pode estar em qualquer lugar, com qualquer pessoa, em qualquer circunstância, e ainda assim se guardar incontaminado. Essa é a religião pura e sem mácula (Tg 1.27). Creio que um cristão maduro em sua fé possa assistir um rodeio, beber, comer e festejar, com ou sem sua família, sem pecar. Agora, se há fraqueza espiritual, problemas com testemunho, medo das ciladas do inimigo, paixão por esse mundo, desejo de pecar, é melhor que não participe; é bem melhor que não envergonhe o Evangelho de Jesus. É melhor fugir destas coisas.

Caro (a) leitor (a), não vá ou não a uma festa por outros. Vá ciente de que "todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas... todas são lícitas, mas nem todas edificam (1 Co 6.12; 1 Co 10.23). A decisão é sua, mas sempre precisa ser para a glória de Deus.

Rev. Ângelo Vieira da Silva

BUSCAI AO SENHOR ENQUANTO SE PODE


“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o em quanto está perto” (Is 55.6). 

Gostaria de salientar a importância de se buscar a presença de Deus. O que precisa ser um desejo ardente vem acompanhado de uma sólida disposição de viver em conformidade com a Lei Bendita e Perfeita do Senhor. Este é o clamor de Isaías, no texto supracitado. esse precisa ser o nosso clamor. É o que a Bíblia nos incita. 

Veja, tal disposição não se traduz em uma caçada implacável, onde o caçador tenta aplacar sua caça e colocá-la a sua disposição. “Buscar ao Senhor enquanto se pode” traduz a necessidade de se conhecer a Palavra, invocar e saber que Ele tem um nome. Hoje, alguns homens se “auto-denominam” caçadores de Deus. A Igreja não caça a Deus; Ela o busca, anela por Sua presença. Nesse sentido...

1. BUSQUE O PODER E A PRESENÇA DE DEUS

1 Crônicas 16.11 incentiva nosso coração a buscar ao Senhor, o seu poder e sua presença. Este é um ato perpétuo na vida daquele que Deus transformou. O que ocorre em seu coração? Lembre-se do Salmo 27.8 e Salmo 105.4: “Ao meu coração me ocorre: Buscai a minha presença; buscarei, pois, SENHOR, a tua presença” ...“ Buscai o SENHOR e o seu poder; buscai perpetuamente a sua presença”.

2. BUSQUE DIREÇÃO NAS ESCRITURAS SAGRADAS

Dos horizontes universais da destruição, o profeta volta a dirigir-se a Edom como símbolo e fulcro de todos os antagonismos contra Sião. Edom tomara sempre partido com as nações da terra na luta com Sião. O que fazer diante disto? Buscar direção no Livro de Deus. Esta é a profecia dada em Isaías 34.16: “Buscai no livro do SENHOR e lede: Nenhuma destas criaturas falhará, nem uma nem outra faltará; porque a boca do SENHOR o ordenou, e o seu Espírito mesmo as ajuntará”.

3. BUSQUE O BEM E NÃO O MAL

Conhecemos o duro contexto histórico da época ministerial do profeta Amós. No capítulo 5.14 ele enfatiza – senão, expande tal idéia – a necessidade de se buscar o bem, mesmo no meio de tanta impiedade: “Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e, assim, o SENHOR, o Deus dos Exércitos, estará convosco, como dizeis”.

4. BUSCAI A JUSTIÇA E A MANSIDÃO NO SENHOR

Sofonias 2.3 já disse tudo: “Buscai o SENHOR, vós todos os mansos da terra, que cumpris o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão”.

5. BUSCAI O REINO DE DEUS

Devemos buscar em primeiro lugar Reino de Deus e a sua justiça para que todas as coisas nos sejam acrescentadas posteriormente (Mt 6.33; Lc 12.31).

6. BUSCAI AS COISAS DO ALTO

Ressuscitados, juntamente com Cristo, temos uma constante postura de buscar as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus (Cl 3.1-4). Lembre-se bem, se Deus for buscado será encontrado. Se alguém bater, se abrirá a porta; se alguém pedir, lhe será concedido (Mt 7.7; Lc 11.9). Essa é nossa convicação. Essa é nossa disposição: buscar ao Senhor enquanto se pode, enquanto está perto, enquanto aguardamos sua plena manifestação.

Rev. Ângelo Vieira da Silva