ÁRVORE DE NATAL: TER OU NÃO TER?



A árvore de natal é um símbolo muito usado nas residências, lojas e lugares públicos para identificar a chegada do Natal. Mas, o que a Bíblia poderia dizer sobre esse assunto? Será que cristãos protestantes podem usar árvores de natal? Creio que sim e algumas razões estão a seguir. 

Especificamente, pensa-se que em Jeremias 10.2-4 Deus, explicitamente, condena árvores de Natal. Há uma semelhança entre a coisa descrita no livro de Jeremias e a árvore de Natal, é verdade. Semelhança, no entanto, não é igual à identidade. O que o profeta descreveu era um ídolo, uma representação de um falso deus: “como o espantalho num pepinal, não podem falar; necessitam de que os levem, pois não podem andar. Não tenhais receio deles; não podem fazer o mal, nem podem fazer o bem” (Jr 10.5). A referência paralela ao texto supra, em Isaías 40.18-20 (ver também Is 10.18-20), esclarece que o tipo de coisa que Jeremias tem em mente é um objeto de adoração e não uma árvore de natal. Assim, a semelhança é meramente superficial. A árvore de Natal não se origina da adoração pagã de árvores naquele contexto (o que foi praticado em outros tempos e lugares), porém, de dois símbolos explicitamente cristãos do Ocidente da Alemanha Medieval.

A Enciclopédia Britânica descreve eventos poucos conhecidos em torno desse tema. Segundo ela, a moderna árvore de Natal se originou na Alemanha Ocidental. Era o principal esteio de uma peça medieval sobre Adão e Eva, uma árvore de pinheiro pendurada com maças que representava a "Árvore do Paraíso", uma encenação do jardim do Éden. Os alemães montavam tal árvore nos seus lares no dia 24 de dezembro, por ocasião da festa religiosa em torno de Adão e Eva. A Enciclopédia  ainda revela que eles penduravam bolinhos delgados e biscoitos de vários formatos no pinheiro, além do uso de velas que simbolizavam a luz de Cristo.

Observando as devidas proporções do assunto, para celebrar-se o Natal não há nada essencialmente maligno sobre a árvore de Natal. Como o mito moderno de Papai Noel, eis uma tradição relativamente recente. Ora, durante séculos as pessoas celebraram o Natal sem a árvore e sem o semi-divino residente do Pólo Norte. O que é essencial ao Natal é Cristo! No entanto, isso não quer dizer que devemos jogar fora as árvores. Nesse assunto, temos liberdade cristã para adotar tais tradições e usá-las para ensinar os nossos filhos sobre Cristo, ou para celebrar o nascimento de Cristo. Sejamos sábios e sóbrios; não sejamos extremistas. Celebremos o natal como deve ser: com consciência de seu significado, independentemente dos símbolos que adotarmos para o encenar.

Feliz Natal!

Rev. Ângelo Vieira da Silva

COMEMORAR O NATAL É BÍBLICO?



Um simples estudo dirigido é suficiente para demonstrar que não existem ordenanças bíblicas especificas para a celebração do nascimento de Cristo. De fato, o Natal não era observado como uma festividade até muito após o período bíblico. Ao que parece, não foi antes de meados do século V – ou durante o VI – que a data recebeu algum reconhecimento oficial. Entretanto, a pergunta permanece ecoando entre os cristãos no fim de cada ano: posso comemorar o Natal?

Entenda: a maioria dos cristãos protestantes compreende que celebrar o Natal não é uma questão de certo ou errado. Leia Romanos 14.5-6, por exemplo. Esse texto nos fornece a liberdade para decidir se observaremos ou não dias especiais: "um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus". Logo, um cristão pode, legitimamente, separar qualquer dia — incluindo o Natal — como um dia para o Senhor. Sim, creio que essa comemoração proporciona aos crentes uma grande oportunidade para exaltar Jesus e sua obra. Assim, comemore o Natal! Não se deixe pastorear pelo medo que muitos líderes criam ao inventar teorias conspiratórias como se tudo fosse "do diabo". Pelo contrário, estabeleça que "este é o dia que o SENHOR fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele" (Sl 118.24).

Gostaria de apresentar outras razões para a celebração do Natal. Primeiro, essa temporada enfatiza a lembrança das grandes verdades da encarnação do Deus Filho. Recordar Cristo e as boas novas é um tema prevalecente no Novo Testamento (1 Co 11.25; 2 Pe 1.12-15; II Ts 2.5). Veja o Natal em uma perspectiva didática, na qual a verdade é repetida para não ser esquecida. Assim, a celebração dessa data será uma grande oportunidade para recordar o nascimento de Cristo e nos maravilharmos ante o mistério da encarnação do Verbo de Deus.

Segundo, o Natal pode ser um tempo de adoração reverente. O que a Igreja precisa manifestar todos os dias, pode ser conclamado com mais vivacidade nas comemorações de Natal, afinal, os pastores glorificaram e louvaram a Deus pelo nascimento de Jesus, o Messias; eles se regozijaram quando os anjos proclamaram que em Belém havia nascido o Salvador, o Cristo e Senhor (Lc 2.11). O bebê deitado na manjedoura é o Senhor, o “Senhor dos senhores e Rei dos reis” (Mt 1.21; Ap 17.14). Assim, a celebração dessa data será uma grande oportunidade de adoração ao nosso Deus.

Finalmente, a terceira razão é esta: acredito que as pessoas tendem a serem mais abertas ao evangelho durante as festividades de Natal. Perfeitamente natural! Logo, crendo na ação sobrenatural do Espírito Santo, devemos aproveitar dessa abertura para testemunhar da graça salvadora de Deus, através de Jesus Cristo: "portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades" (Cl 4.5). O Natal é sobre o Messias prometido, que veio para salvar seu povo dos seus pecados. Assim, a celebração dessa data será uma grande oportunidade para compartilharmos essa mensagem graciosa.

Embora nossa sociedade tenha deturpado a mensagem do Natal através do consumismo, dos mitos e das tradições vazias, não devemos deixar que esses erros nos atrapalhem de apreciar o real significado da festividade. Deite fora o Papai Noel! Entronize Jesus no centro de seu Natal, no alto de sua árvore de Natal, com seus familiares na ceia de Natal! Aproveitemo-nos dessa data para lembrarmos dEle, adorá-Lo e fielmente testemunhar dEle.

Feliz natal!
Rev. Ângelo Vieira da Silva

UMA OPINIÃO SOBRE AS SUPERSTIÇÕES NO FIM DE ANO


Deliberadamente, o cristão comprometido com as Escrituras se vê diante de muitos dilemas culturais que almeja ler à luz de sua fé. As superstições no fim de ano são um bom exemplo disso, pois, aparentemente, são muitos que estabelecem um apego e crença exagerados (até infundados) em coisas – roupas, alimentos, pessoas, atitudes, simpatias – puramente casuais.

Muito ligado à religiosidade ou à “sabedoria popular”, o conceito de superstição aborda as atitudes recorrentes que induzem ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes, seja pelo temor ou pela ignorância, que também pode ser chamado de crendice. Por isso, trago aqui uma singela opinião sobre o assunto, a fim de ajudar cristãos que necessitem de mais esclarecimentos e ainda não souberam como lidar com as superstições “obrigatórias” para o êxito na vida. Observe algumas delas:

1. AS CORES OBRIGATÓRIAS. É sabido que o branco é a cor mais popular no Réveillon, mas as superstições quanto às cores são inúmeras. Muitos julgam que o branco trará paz, o vermelho/rosa guiará a um novo amor ou paixão, o verde/amarelo/laranja atrairá dinheiro e o violeta proporcionará estabilidade, etc.. Todavia, o tom que confere sucesso na vida envolve a matiz do trabalho, caráter e sabedoria, crendo que Deus opera em cada uma das nuances.

2. AS COMIDAS OBRIGATÓRIAS. Assim como o peru está para o Natal, vários alimentos aparecem na lista de superstições para o novo ano. Na crendice popular, entre animais e frutos, o porco ajudará na prosperidade, o peixe fisgará fertilidade, o carneiro trará vitalidade, as sementes de romã, uvas (comer doze à meia-noite) e maçãs plantarão abundância que, ao lado das lentilhas (também devem ser consumidas à meia-noite), atrairão riquezas. É assim que a ilusão se torna um doce alimento para a alma faminta e ávida por refrigério.

3. OS GESTOS OBRIGATÓRIOS. Há uma série de gestos supersticiosos que remontam ao novo ano que se inicia. Muitos acreditam que bolsos vazios, guardar uma rolha da garrafa de champanhe ou três sementes de romã na carteira (esse último no dia 06/01, principalmente, jogando em água corrente no final do ano), trarão o tão sonhado e desejado dinheiro. Li que dar três pulinhos com a referida garrafa na mão sem derramar nenhuma gota e, depois, jogar o resto para trás, sem olhar, de uma vez só, é bom para deixar para trás tudo de ruim. Usar roupas novas, jogar moedas da rua para dentro de casa, beber três goles de vinho, acender velas na praia, abraçar alguém do sexo oposto à meia-noite, jogar rosas na água, fazer barulho à meia-noite, enfim, ter pensamento positivo... Inutilmente, esses gestos prometem afugentar o mau do mundo.

Biblicamente, o cristão é impelido a evitar superstições, simpatias e crendices mediante a atitude de Deus em relação aos adivinhadores, prognosticadores e agoureiros (Dt 18.9-14; Ez 13.23; Mq 5.12), que praticavam abominação ao observar sinais para predizer o futuro e aconselharem os israelitas. Estas “mágicas” devem ser abandonadas por amor a Cristo (At 19.19). Além disso, confiar em superstições é envolver-se com um engano cultural em detrimento a fé real pela qual nos movemos e vivemos (Hc 2.4; Rm 1.17; Gl 3.11). 

O mundo é mais carente a cada dia. Promessas para conquistar um novo amor, prosperidade, fortuna e felicidade a partir de superstições são um convite ao engano. O cristão comprometido com a Palavra de Deus sabe que é o Senhor que poderá suprir cada uma de suas necessidades (Fp 4.9-20). Deus pode fazer-nos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, super abundemos em toda boa obra (2 Co 9.8). Entregue e confie sua vida a Ele, Jesus, não às superstições. Deus é quem te guarda (1 Tm 1.12). Coma e beba para a glória de Deus (1 Co 10.31; Cl 3.17), não por causa das superstições.

Feliz ano novo!
Rev. Ângelo Vieira da Silva

OS ANJOS SÃO SERES ORGANIZADOS: OS SERAFINS


“Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas...” (Is 6.2).

Estudar angelologia, ramo da teologia que estuda os seres angelicais, é um grande desafio. Ainda mais hoje, quando o ensino bíblico nos púlpitos é escasso e muitos cristãos podem ser facilmente iludidos por fundamentos teológicos dissimulados. Para evitar um desvio da verdade quanto ao tema, pretendo colaborar com a compreensão bíblica acerca da organização dos seres angelicais em breves pastorais.

Por “organização” busca-se compreender o “sistema”, “o modo pela qual se organizam” os seres angelicais, isto é, a estrutura na qual são designados. Dentro desse aspecto fundamental, a angelologia bíblica oferece fundamentos para crermos que Deus organizou os seres angelicais em classes ou categorias, ordens ou graus, multidões ou companhias, como uma hierarquia. Após os querubins, continuemos o estudo pelos serafins.

Pouco se sabe acerca dos “serafins” (saraph, heb.). O termo hebraico tem origem no verbo “queimar, abrasar”, ação que representou uma de suas atividades na única passagem bíblica que menciona esses seres angelicais: a visão do Trono celestial pelo profeta Isaías (Is 6.2-7). A partir desse texto podemos observar algumas características desses seres.

Serafins são anjos nobres, afinal, estavam por cima daquele que estava assentado do alto e sublime Trono (Is 6.1-2), o Senhor, o próprio Jesus (Jo 12.39-41; Is 6.9-10). Assim como os querubins, os serafins ladeiam o trono do Deus Todo-Poderoso.

Além de serem representados simbolicamente em figura humana, os serafins possuem seis asas que, evidentemente, também representam valores: nem mesmo os serafins resistem ao brilho da glória divina (duas cobriam o rosto), até mesmo os serafins demonstram sua humildade diante do Rei (duas cobriam os seus pés) e também os serafins existem para servir o Todo-Poderoso (com duas voavam), assim como os demais seres angelicais (Hb 1.14).

Assim como os quatro seres viventes da visão joanina (Ap 4.8-9), os serafins ainda comunicaram a santidade de Deus em louvor, pois diziam uns para os outros: “santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; toda a terra está cheia da sua glória” (Is 6.3). O “clamar” (qara', heb.) refere-se às sonoras proclamações antifônicas que denotam o louvor ao Santíssimo Rei.

Isaías viu as bases do limiar se moverem à voz dos seres que clamavam (Is 6.4). O fato dos alicerces do templo celestial tremerem ao som coro angelical demonstra o poder dos serafins, assim como a casa se encher de fumaça remete à presença do poderoso Deus (Ap 15.8).

A gloriosa visão fez com que o profeta reconhecesse seu pecado (Is 6.5). Ali, um dos serafins tocou a sua boca com uma brasa viva que tirara do altar, uma mensagem de purificação e reconciliação. Os serafins serviram como mensageiros dessa verdade sobre a vida do profeta. Não são eles quem purificam, mas o Senhor que os envia com essa mensagem (Is 43.25). 

De um jeito ou de outro, os anjos sempre estiveram ao nosso redor. Seja na história ou nas estórias, na Bíblia ou em outros escritos religiosos, em filmes ou séries de televisão, os anjos estão lá. Assim, em meio a esse vasto e observável universo angelical, oro para que a Igreja de Jesus veja os seres angelicais como eles realmente são: seres criados, espirituais, incorpóreos, racionais, morais, poderosos, imortais, numerosos e organizados (querubins, serafins, etc.), sejam eles eleitos ou reprovados.

Rev. Ângelo Vieira da Silva
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OS ANJOS SÃO SERES ORGANIZADOS: OS QUERUBINS


“E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir [chama] de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida” (Gn 3.24).

Estudar angelologia, ramo da teologia que estuda os seres angelicais, é um grande desafio. Ainda mais hoje, quando o ensino bíblico nos púlpitos é escasso e muitos cristãos podem ser facilmente iludidos por fundamentos teológicos dissimulados. Para evitar um desvio da verdade quanto ao tema, pretendo colaborar com a compreensão bíblica acerca da organização dos seres angelicais em breves pastorais.

Por “organização” busca-se compreender o “sistema”, “o modo pela qual se organizam” os seres angelicais, isto é, a estrutura na qual são designados. Dentro desse aspecto fundamental, a angelologia bíblica oferece fundamentos para crermos que Deus organizou os seres angelicais em classes ou categorias, ordens ou graus, multidões ou companhias, como uma hierarquia. Comecemos pelos querubins.

Alguns textos falam de anjos denominados “querubins” (keruwb, heb., cheroubim, gr.). O termo hebraico tem origem no verbo “guardar, cobrir”, o que parece ser sua principal função. Afinal, os querubins foram colocados para guardar o caminho da árvore da vida no Éden (Gn 3.24), guardar o propiciatório e o Santo dos santos, uma decoração simbólica (Ex 25.18-20; Hb 9.5; I Re 6.23-29), e ladear o Trono de Deus (Ap 4.6-8), como guardando o acesso ao Trono.

A partir dessa última leitura bíblica destaco que tanto o discípulo João como o profeta Ezequiel descreveram visões de querubins quase idênticas (Ez 1.1-28; Ez 10.1-22; Ap 4.6-8). Esses seres angelicais, vistos como “quatro seres viventes”, tem sido objeto de bastante de discussão. Deixando de lado a alegoria e verificando-se os textos bíblicos acima, compreenderemos que, apesar de certas diferenças, “os quatro seres viventes” são os Querubins (Ez 10.20, 14; Ez 1.10) ou Serafins, visto que a canção e as asas deles são a canção e as asas dos anjos (Is 6.1-4). Pessoalmente, defendo a tese dos querubins.

De fato, esses anjos são representados como seres vivos em várias formas, descrições simbólicas que revelam o seu extraordinário poder. O sentido é esse: os quatro seres viventes são descritos como leão (por força), novilho (por serviço), homem (inteligência) e águia (rapidez), que são, de fato, as características bíblicas dos anjos. Além disso, os querubins também foram representados, com várias asas e voando com Deus (II Sm 22.11; Sl 18.10; Ez 1.6, 11, 16-17; Ez 10.8; Is 91.1; Sl 104.3) ou como sustentando uma carruagem do Senhor (Ez 9.3). Alguns até sugerem que Satanás seja um querubim caído (Ez 28.14, 16), mas o texto bíblico é discutível.

De um jeito ou de outro, os anjos sempre estiveram ao nosso redor. Seja na história ou nas estórias, na Bíblia ou em outros escritos religiosos, em filmes ou séries de televisão, os anjos estão lá. Assim, em meio a esse vasto e observável universo angelical, oro para que a Igreja de Jesus veja os seres angelicais como eles realmente são: seres criados, espirituais, incorpóreos, racionais, morais, poderosos, imortais, numerosos e organizados, sejam eles eleitos ou reprovados.

Rev. Ângelo Vieira da Silva
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OS ANJOS SÃO SERES NUMEROSOS


“Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembleia” (Hb 12.22).

Estudar angelologia, ramo da teologia que estuda os seres angelicais, é um grande desafio. Ainda mais hoje, quando o ensino bíblico nos púlpitos é escasso e muitos cristãos podem ser facilmente iludidos por fundamentos teológicos dissimulados. Para evitar um desvio da verdade quanto ao tema, pretendo colaborar com a compreensão bíblica acerca da organização dos seres angelicais em breves pastorais.

Por “organização” busca-se compreender o “sistema”, “o modo pela qual se organizam” os seres angelicais, isto é, a estrutura na qual são designados. Dentro desse aspecto fundamental, a angelologia bíblica oferece fundamentos para crermos que Deus criou uma numerosa quantidade de anjos e os organizou em classes ou categorias, ordens ou graus, multidões ou companhias, como uma hierarquia. É o que descreve a seguir.

A Bíblia não informa exatamente o número dos anjos que Deus criou (Hb 12.22), mas é certo que o elevado número é definido, pois não se aumenta nem diminui. A palavra “incontáveis” (murias, gr.) do texto de Hebreus não é uma referência a um número infinito, ou uma indicação que o Senhor continua criando anjos, porém, alude a “uma quantidade grandiosa”. Algumas expressões bíblicas expressam justamente essa grande quantidade de seres angelicais criados: miríades, milhares, milícia/exército, legião, legiões, milhões de milhões e milhares de milhares.

A palavra “incontáveis” (murias, gr.) também foi traduzida por “miríades” (Dt 33.2; Dn 7.10; Jd 1.14), podendo se referir a um grupo de dez mil ou a uma multidão incontável. Assim como “incontáveis” não é referência para um número infinito, “vinte mil” não é uma referência ao número finito de anjos (II Re 6.17; Sl 68.17). Basta a leitura dos textos no bojo desse aspecto para compreender esse fato. Ademais, em muitos textos bíblicos os anjos são associados como “exércitos” ou “milícia celestial” (Sl 103.20-21; I Re 22.19; Lc 2.13). Ambas as palavras designam uma tropa militar organizada e grandiosa. Daí nosso Deus ser chamado de o “Senhor dos Exércitos” (I Sm 1.11). Ora, uma outra expressão militar é usada para identificar a quantidade numerosa de anjos: o termo “legião” ou “legiões” (Mc 5.9, 15; Mt 26.53; Sl 148.2). Tendo em vista o grande tamanho de uma legião (entre seis e sete mil soldados), o termo passou a designar uma multidão organizada. Esse grande ajuntamento angelical é visto por João quando o mesmo teve a visão apocalíptica do livro com sete selos, passando a ouvir a voz de “milhões de milhões e milhares de milhares”. Era a voz de muitos anjos (Ap 5.11).

De um jeito ou de outro, os anjos sempre estiveram ao nosso redor. Seja na história ou nas estórias, na Bíblia ou em outros escritos religiosos, em filmes ou séries de televisão, os anjos estão lá. Assim, em meio a esse vasto e observável universo angelical, oro para que a Igreja de Jesus veja os seres angelicais como eles realmente são: seres criados, espirituais, incorpóreos, racionais, morais, poderosos, imortais e numerosos, sejam eles eleitos ou reprovados.

Rev. Ângelo Vieira da Silva
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A NATUREZA DOS ANJOS



Estudar angelologia, ramo da teologia que estuda os seres angelicais, é um grande desafio. Ainda mais hoje, quando o ensino bíblico nos púlpitos é escasso e muitos cristãos podem ser facilmente iludidos por fundamentos teológicos dissimulados. Para evitar um desvio da verdade quanto ao tema, pretendo colaborar com a compreensão bíblica acerca da natureza dos seres angelicais em breves pastorais (link de todas as pastorais sobre angelologia).

Por “natureza” busca-se compreender a essência, o conjunto de características próprias dos anjos, isto é, o que os constitui em seu cerne, bojo, âmago. Dentro desse aspecto fundamental, a angelologia bíblica oferece fundamentos para crermos que os anjos são seres criados, espirituais, incorpóreos, poderosos, imortais, racionais e morais, sejam eles eleitos ou reprovados. Vejamos mais detalhes:

1.1. Os Anjos são Seres Criados. Os anjos não são deuses nem uma raça. São criaturas distintas, seres mais elevados que o homem, razão pela qual também não devem ser interpretados como seres humanos glorificados. Ora, o “exército do céu”, as “legiões celestes” foram criadas pelo Senhor (Sl 148.2, 5; Cl 1.16). Deus fez todas as coisas segundo seu propósito, “conforme o conselho da sua vontade” (Ef 1.11). Saiba mais aqui.

1.2. Os Anjos são Seres Espirituais e Incorpóreos. Extraordinariamente, algumas passagens bíblicas apresentam alguns anjos assumindo uma forma física (Gn 18.2, 8; Gn 19.1, 3; Hb 13.2). Ao que parece, esses acontecimentos se deram para uma melhor compreensão da revelação divina e convencimento da realidade da presença angelical. Entretanto, ordinariamente, a maioria dos textos bíblicos apresenta que os anjos não possuem estrutura física como os homens, pois são incorpóreos; são seres espirituais. Eis os argumentos principais: são chamados de espíritos, de forças espirituais, não têm carne nem ossos, não se casam, muitos cabem num espaço limitado e são invisíveis. Saiba mais aqui.

1.3. Os Anjos são Seres Poderosos e Imortais. Apesar de limitados, os seres angelicais possuem poder e, uma vez criados, viverão para sempre. Saiba mais aqui.

1.4. Os Anjos são Seres Racionais e Morais. Esse duplo aspecto fundamenta a vontade angelical, suas escolhas e decisões, seus propósitos e interesses, suas disposições e aspirações, seja para o bem ou para o mal (abordarei esse último aspecto adiante). Saiba mais aqui.

1.5. Os Anjos são Seres Eleitos ou Reprovados. O entendimento deste último aspecto da natureza angelical envolve o reconhecimento de um estado original beatífico desses seres que, testados, se constituem como eleitos ou reprovados. Como já referido, é aqui que se estabelece a dicotomia santos anjos e demônios, anjos do céu e caídos, espíritos ministradores e espíritos malignos, anjos bons e maus. É fato que: todos os anjos tiveram um estado original, os anjos que pecaram foram condenados e s anjos que não pecaram são chamados de eleitos. Saiba mais aqui.

De um jeito ou de outro, os anjos sempre estiveram ao nosso redor. Seja na história ou nas estórias, na Bíblia ou em outros escritos religiosos, em filmes ou séries de televisão, os anjos estão lá. Assim, em meio a esse vasto e observável universo angelical, oro para que a Igreja de Jesus veja os seres angelicais como eles realmente são: seres criados, espirituais, incorpóreos, racionais, morais, poderosos, imortais, sejam eles eleitos ou reprovados. Eis a base da natureza angelical.

Rev. Ângelo Vieira da Silva
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OS ANJOS SÃO SERES ELEITOS OU REPROVADOS


Estudar angelologia, ramo da teologia que estuda os seres angelicais, é um grande desafio. Ainda mais hoje, quando o ensino bíblico nos púlpitos é escasso e muitos cristãos podem ser facilmente iludidos por fundamentos teológicos dissimulados. Para evitar um desvio da verdade quanto ao tema, pretendo colaborar com a compreensão bíblica acerca da natureza dos seres angelicais em breves pastorais.

Por “natureza” busca-se compreender a essência, o conjunto de características próprias dos anjos, isto é, o que os constitui em seu cerne, bojo, âmago. Dentro desse aspecto fundamental, a angelologia bíblica oferece fundamentos para crermos que os anjos são seres eleitos ou reprovados, o que estabelece a dicotomia santos anjos e demônios, anjos do céu e caídos, espíritos ministradores e espíritos malignos, anjos bons e maus. Deus fez todas as coisas segundo seu propósito, “conforme o conselho da sua vontade” (Ef 1.11), inclusive os seres angelicais. Assim, como bem declarou Wayne Grudem, teólogo de Cambridge, “os anjos são prova de que o mundo invisível é real”.

Todos os anjos tiveram um estado original. A pouca informação que a Bíblia oferece acerca disso está no Novo Testamento: “e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia”. (Jd 6). Veja: após descrever a rebeldia do povo que saiu do Egito, Judas narra uma rebeldia angelical diante desse estado. Ora, ao fim de Sua obra criadora, viu Deus tudo quanto fizera e eis que era muito bom. Todos os anjos fazem parte desse contexto beatífico, mas alguns abandonaram esse estado deliberadamente. Assim, como retrata o exegeta Simon Kistemaker, “de posições de autoridade passaram a ser prisioneiros em algemas eternas”.

Os anjos que pecaram foram condenados. O texto acima declarou: “ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia”. Note que aqueles que não “guardaram seu estado original” estão “guardados sob trevas”. Não há fundamentos bíblicos suficientes para definirmos objetivamente a natureza do pecado angelical, apenas indicações gerais (1 Jo 3.8; 1 Tm 3.6; Jo 8.44). Nem Judas, nem Pedro ou outro autor bíblico se preocupam com tais detalhes. Entretanto, os textos bíblicos aclaram a condenação dos anjos que abandonaram o seu domicílio: Deus não os poupou e reservou um lugar para eles (2 Pe 2.4; Ap 20.10; Mt 25.41).

Por outro lado, os anjos que não pecaram são chamados de eleitos. Ora, uma parte dos anjos não se ensoberbeceu, não abandonou seu domicílio e guardou seu estado original. Ao escrever a Timóteo, Paulo faz um apelo em nome de Deus, do Senhor Jesus e “dos anjos eleitos” (1 Tm 5.21). O apóstolo queria que Timóteo manifestasse um testemunho solene diante do Santo Deus (o Supremo Juiz), do Santo Filho (o Advogado fiel) e dos santos anjos (testemunhas do julgamento). Mais uma vez, a citação dos anjos eleitos referenda sua presença no julgamento final (Mt 25.31; Ap 14.10).

De um jeito ou de outro, os anjos sempre estiveram ao nosso redor. Seja na história ou nas estórias, na Bíblia ou em outros escritos religiosos, em filmes ou séries de televisão, os anjos estão lá. Assim, em meio a esse vasto e observável universo angelical, oro para que a Igreja de Jesus veja os seres angelicais como eles realmente são: seres criados, espirituais, incorpóreos, racionais, morais, poderosos, imortais, sejam eles eleitos ou reprovados.

Rev. Ângelo Vieira da Silva
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OS ANJOS SÃO SERES PODEROSOS E IMORTAIS


“E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste, alva como a neve. E os guardas tremeram espavoridos e ficaram como se estivessem mortos” (Mt 28.2-4).

Estudar angelologia, ramo da teologia que estuda os seres angelicais, é um grande desafio. Ainda mais hoje, quando o ensino bíblico nos púlpitos é escasso e muitos cristãos podem ser facilmente iludidos por fundamentos teológicos dissimulados. Para evitar um desvio da verdade quanto ao tema, pretendo colaborar com a compreensão bíblica acerca da natureza dos seres angelicais em breves pastorais.

Por “natureza” busca-se compreender a essência, o conjunto de características próprias dos anjos, isto é, o que os constitui em seu cerne, bojo, âmago. Dentro desse aspecto fundamental, a angelologia bíblica oferece fundamentos para crermos que os anjos são seres poderosos e imortais. Apesar de limitados, os seres angelicais possuem poder e, uma vez criados, vivem para sempre. Deus fez todas as coisas segundo seu propósito, “conforme o conselho da sua vontade” (Ef 1.11), inclusive os seres angelicais. Assim, como bem declarou Wayne Grudem, teólogo de Cambridge, “os anjos são prova de que o mundo invisível é real”.

Assim como o aspecto do conhecimento, os poderes angelicais podem sobrepujar aos dos homens em muitos sentidos (2 Pe 2.10-11; Hb 2.5-9), ainda que limitados. Entretanto, em Cristo, o poder do homem redimido se revela maior no instante que participam do julgamento dos anjos (1 Co 6.1-3), por exemplo. Na Bíblia, o poder dos seres celestiais é descrito como “valoroso” (Sl 103.20) e derivado do próprio Deus (2 Ts 1.7). Logo, com todo esse poder derivado do próprio Deus executam as suas ordens e lhe obedecem à palavra: “Bendizei ao SENHOR, todos os seus exércitos, vós, ministros seus [anjos], que fazeis a sua vontade” (Sl 103.21).

Em termos de eventos que demonstram tal poder, lembremos que as cidades de Sodoma e Gomorra foram destruída por anjos (Gn 19.13). Igualmente, a densa “pedra do sepulcro” de Jesus foi removida por apenas um anjo (Mt 28.2-4). O livro de Atos revela como um anjo livrou Pedro da prisão (At 5.19-20; At 12.4-10). Até mesmo as figuras apocalípticas reforçam o poder dos anjos (Ap 7.1-3; Ap 14.18; Ap 16.5; Ap 18.1, 21). No fim, serão os anjos enviados para ajuntarem justos e injustos (Mt 24.30-31; Mt 13.39-43), tarefa que, igualmente, exige grande força.

Além de poderosos, os seres angelicais possuem imortalidade. Como já vimos antes, os anjos não são eternos, mas são criaturas imortais, perpétuas: uma vez criados, não estão sujeitos à morte, à dissolução ou aos efeitos do tempo, como o envelhecimento ou enfermidades, pois são imateriais, espirituais: “mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos não casam, nem se dão em casamento. Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição” (Lc 20.35-36). Lembre-se que imortalidade – ou perpetuidade – é diferente de eternidade. Consequentemente, entendemos que os anjos não são eternos, mas, uma vez criados, viverão para sempre.

De um jeito ou de outro, os anjos sempre estiveram ao nosso redor. Seja na história ou nas estórias, na Bíblia ou em outros escritos religiosos, em filmes ou séries de televisão, os anjos estão lá. Assim, em meio a esse vasto e observável universo angelical, oro para que a Igreja de Jesus veja os seres angelicais como eles realmente são: seres criados, espirituais, incorpóreos, racionais, morais, poderosos e imortais.

Rev. Ângelo Vieira da Silva
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