DIZIMO E 13º SALÁRIO


Com o advento do fim de ano, a gratificação de Natal, popularmente conhecida como décimo terceiro salário, chega para alegrar as famílias dos trabalhadores de nosso país. Instituído desde 1962, o 13º salário tem sua base de cálculo a remuneração devida no mês de dezembro do ano em curso, considerado o valor bruto sem dedução ou adiantamento. 


O dízimo bíblico é uma contribuição proporcional. Como afirma o Presb. Solano Portela, este é um dos princípios neo-testamentários acerca do dízimo: “Deus espera que a nossa contribuição seja proporcional aos nossos ganhos, ou seja, devemos contribuir proporcionalmente”. 

A partir do texto 1 Co 16.2-3 (“No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder, conforme tiver prosperado, guardando-o, para que se não façam coletas quando eu chegar”) Portela demonstra o princípio deste ensinamento bíblico. 

É óbvio que Paulo espera uma contribuição sistemática, pois ele diz que ela deveria ser realizada aos domingos (no primeiro dia da semana), que é quando os crentes se reuniam. O versículo é muito rico em instrução, demonstrando até a propriedade de nos reunirmos e cultuarmos ao Senhor aos domingos, contra os ensinamentos dos sabatistas, Testemunhas de Jeová e, agora, até da Valnice Milhomens, de que deveríamos voltar ao Velho Testamento e estarmos guardando o sábado, o sétimo dia da semana. 

Paulo, pela inspiração do Espírito Santo, nos ensina que temos que contribuir conforme Deus permitir que prosperemos, ou seja, conforme os nossos ganhos, e isso inclui o 13º salário. Essa é a grande forma de justiça apontada por Deus: as contribuições devem ser proporcionais, ou seja um percentual dos ganhos. Todos contribuem igualmente, não em valor, mas em percentual. 

Mais uma vez, o irmão pode querer inventar um percentual qualquer. Admito até que isso pudesse acontecer se nunca tivesse tido acesso ao restante da Bíblia, mas todos nós sabemos qual foi o percentual que o próprio Deus estabeleceu ao seu povo: dez por cento dos nossos ganhos! Isso, para mim me parece satisfatório e óbvio. Não preciso sair procurando por outro meio e forma, principalmente porque se assim eu o fizer posso até dizer, eu contribuo sistematicamente com o percentual que eu escolhi, mas nunca vou puder dizer que o faço em paridade e justiça com os outros irmãos, pois quem garante que o percentual dele é igual ao meu? Eu destruiria com isso, o próprio ensinamento da proporcionalidade que Deus nos ensina através de Paulo. Porque não seguir a forma, o planejamento e a proporção que já havia sido determinada por Deus? 

Infelizmente há cristãos que não são dizimistas fiéis. Não servem de modelo para o povo. Não podem ser liderança. Quem sabe a bênção do 13º salário não será justamente o que te ajudará a ser fiel com o Senhor?! Acerte sua vida com Deus! Seja Fiel! Seja dizimista!

Rev. Ângelo Vieira da Silva
adaptado de um artigo do Presb. Solano Portela

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